sexta-feira, 8 de junho de 2012

Batman #1 - A primeira aparição da Mulher Gato


A Mulher Gato foi criada por Bob Kane e Bill Finger e é uma das personagens mais antigas e importantes do universo do Batman. De acordo com especulações, serviram de inspiração para os criadores as atrizes de cinema da década de 30, como Hedy Lamarr e Jean Harlow, além da própria mulher do Bob Kane, Ruth Steel.
Hedy Lamarr e Jean Harlow
À exemplo do Coringa, a primeira história da Mulher Gato também foi publicada em Batman #1. Nela, acontece uma festa num iate, onde estará um colar que vale meio milhão de dólares (na década de 1940 era muito mais dinheiro do que hoje), que Batman deduz que será visado pelos ladrões de Gotham. Com Robin infiltrado no navio, ele passa a observar as atitudes dos parentes da dona do colar, até assistir o sobrinho da dona do colar jogar um bilhete fora, com os dizeres: “Mantenha sua tia longe do quarto, vou tentar roubá-lo. The Cat”.
O colar é roubado e Batman e Robin tentam descobrir quem seria o autor do bilhete. No iate, apesar do roubo, acontece um baile de máscaras, situação ideal para Batman se infiltrar. Impressionada com a precisão da roupa do Batman, a anfitriã da festa e dona do colar dá a Batman um troféu pela “fantasia”. No tal troféu estão, não só o colar da vítima, como dinheiro e outros pertences roubados das pessoas que estão embarcadas.
Durante a confusão causada pela descoberta, Batman observa uma senhora correr com uma agilidade - e pernas -  incomuns para alguém naquela idade. Robin a alcança e A Gata é desmascarada, com o colar desaparecido preso em uma das pernas.
Pega pelo Batman, A Gata ainda tenta convencê-lo de que não agia sozinha no roubo e...que quer tê-lo como parceiro nos crimes, “proposta” que é recusada prontamente. Os dois deixam o navio com ela e, durante a volta à terra firme, A Gata pula na água e foge. Robin tenta ir atrás dela, mas Batman não permite.
Mesmo com todos esses elementos, é bem interessante observar o comportamento inicial do Batman com uma mulher, usando a célebre frase “Quiet or Papa Spank” (Quieta ou papai bate), comportamento razoavelmente comum nas publicações da época, impensável por uma série de razões hoje em dia.
Apesar de curta, é interessante observar como a história se baseia em características presentes até hoje nas histórias que envolvem a Mulher Gato e o comportamento do Batman nelas em diversas situações, desde a maneira como ela lida com Batman, em nenhum momento apresentando qualquer arrependimento e dando respostas inteligentes, ao mesmo tempo que tenta seduzí-lo para conseguir o que quer, assim como essa é a primeira de diversas vezes que Batman a deixa escapar, sem mostrar qualquer preocupação em prendê-la. Outro fator interessante é que aí ainda não havia uma “identidade visual” da Mulher Gato, mas psicologicamente a personagem certamente já existia.
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