domingo, 4 de dezembro de 2011

Batman: Ano Um

Há algum tempo a DC Comics passou a investir em versões animadas para histórias em quadrinhos e seus personagens mais notórios. Foi assim, por exemplo, com Liga da Justiça: Nova Fronteira, Superman/Batman: Inimigos Públicos e All Star Superman. Eis que eles resolvem dar um passo mais significativo ao lançarem uma versão de Batman: Ano Um, história de Frank Miller e David Mazzucchelli, que recontou a origem do Batman pela primeira vez desde sua criação, em 1939.
Para quem não sabe do que se trata, Ano Um conta o surgimento do Batman desde o retorno de Bruce Wayne à Gotham, após anos percorrendo o mundo em busca de treinamento e respostas para o combate ao crime, “estimulado” pela morte de seus pais. Ao mesmo tempo que Gordon chega à cidade e passa a lidar com suas mazelas em todos os níveis, principalmente dentro da própria polícia. A narrativa também introduz outros elementos do universo do Batman, como Harvey Dent, Carmine Falcone e a Mulher Gato, essa última, na história, é uma prostituta que “inspirada” pelas ações do Batman, também começa a agir por conta própria.
O interessante da versão animada é que, ao meu ver, deixou mais explícita o fato dela ser narrada pelo Gordon, coisa que não achava tão óbvia na HQ. Parece que, ao se tornar uma animação, o interesse que surge é muito maior em como Gordon vai lidar com os próprios colegas de trabalho, proteger a esposa grávida e assumir um ato falho. Claro que muito dessa “preocupação” que surge é por conta do trabalho de quem interpreta o Gordon (Bryan Cranston, da série Breaking Bad, que, aliás, na ausência do Gary Oldman, seria uma bela escolha)
À exemplo de várias animações hoje, Ano Um tem uma leve influência dos animes, mas isso não chega a distorcer o traço original da HQ. Inclusive, a animação dá outras dimensões interessantes em termos de cores, por exemplo, que uma HQ não permite.

Se há quem diga que a Marvel está sabendo lidar com seu universo nos cinemas, a DC não fica atrás quando o assunto são animações, pelo menos há quase vinte anos, desde a criação da série animada do Batman. Que essa adaptação permita que tantas outras de histórias clássicas de diversos personagens surjam (Cavaleiro das Trevas deve ser a próxima) e resultem em trabalhos tão bons quanto suas “fontes”.  

E o curta da Mulher Gato?
O dvd/blu-ray de Ano Um acompanha um curta protagonizado pela Mulher Gato. À exemplo do que ocorreu com a primeira edição da nova revista da personagem, surgiu uma certa polêmica porque em dado momento ela aparece em um strip club fazendo pole dance com uma abertura enorme no uniforme, ao mesmo tempo que é impossível ver alguma coisa. Mas isso faz parte da história que é contada. Aliás, uma coisa que o torna interessante é que, além de ser uma história solo da personagem, não há preocupação em ser infantil. Não me lembro ter qualquer coisa da Mulher Gato, pelo menos em meios audiovisuais, com violência semelhante a esse curta. Quem quiser, pode vê-lo aqui.

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