sábado, 18 de julho de 2009

[Especial 1 Ano] Texto do Raphael Santos

Texto enviado por Raphael Santos, do Rapaduracast

Até mesmo antes de tirar meu RG eu já tinha sido apresentado a Batman. Coisa de pai, sabe? Capinha, roupa cinza, e lá estava eu indo ao shopping fantasiado a contragosto da mãe. Desde que eu me entendo como gente já lia Batman.

Lembro muito de captar dinheiro das avós, tios, até mesmo no colégio ao vender desenhos, a fim de comprar meus quadrinhos no final ou começo do mês. Batman sempre vinha junto! Era mais que um vício. Era uma necessidade. Isso até mesmo antes de ver o primeiro filme. Algum tempo depois eu vi. Gostei. Apaixonei-me mais ainda.Tim Burton me apresentou a um mundo mágico. Lógico, em sua interpretação dos elementos dos quadrinhos, ele exagerou aqui, ali. Mas era Tim Burton! Conhecendo-o hoje, não posso pedir que fosse diferente. Eu gostei. À época me diverti bastante.

Veio outro. Ok, legal! Mas veio Joel Schumacher.Uma das maiores tristezas da minha vida foi ter que ver os dois Batman’s de Joel Schumacher. Foi como arrancar um filho recém-nascido do colo de uma mãe. Foi como tirar os entorpecentes de um viciado. O café do pedreiro! Schumacher cravou uma faca no meu coração. Esse ficou gélido para com o diretor.Tempos depois me vem uma luz. Vão refazer a filmografia do Batman. Opa, 50%. Eu estava com medo. Tudo bem que pode ser uma maravilha, mas eu já estava na época de: “Deixem meu super-herói favorito em paz!” Fui para dentro do cinema encarar Batman Begins com medo. Mas foi como se tivessem devolvido o filho recém-nascido pra mãe e dado o café do pedreiro. Christopher Nolan & CIA não sabem o tanto que os abençoei pelo fato. Begins é a interpretação dos quadrinhos que eu tinha na cabeça. Esse clima sombrio e nada colorido. Sujo! Um Batman medroso, mas astuto por conta desse medo. A utilização de um vilão pouco comentado, mas de forma pontual, fazendo-o sempre beirar o humano. Até hoje agradeço por Begins.

Depois me veio The Dark Knight. Quando ia ao cinema ver tal filme, eu tremia. Não era dono das minhas mãos. Mas eu tinha que me acalmar: “Calma, Raphael, estás a trabalho!” Saí sereno. Vibrei pouco durante o filme. Depois de chegado em casa, porém, soltei tudo que tinha segurado com um enorme palavrão! Depois foram mais outros 50 palavrões. Geralmente repetidos. Não sabia mais de onde tirar. Saber que muitas outras pessoas gostaram daquele carinha que antes mesmo de eu ter RG já me vestia tal como foi uma sensação única. Parece que esse era meu dever. Era como se Christopher Nolan estivesse me representando lá. Com todo o respeito à franquia, atenção e esmero. Se um dia for escrever a minha biografia, nela terei mais de um capítulo para Batman. Desses, um único capítulo para The Dark Knight, pois é incrível como em uma cena final, quando o Cavaleiro das Trevas se define para a sociedade, explicou tudo e mais um pouco sobre a índole não de um herói, mas de O Herói! Batman é aquilo. Batman é único. É humano. The Dark Knight é o deleite que o mundo necessitava.


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