sábado, 18 de julho de 2009

[Especial 1 Ano] Cavaleiro das Trevas, um ano depois

Não é exagero dizer que 18 de julho de 2008 foi um dos dias mais marcantes da minha vida. Depois de passar uns 2 anos esperando, participado de ARG e um monte de outras coisas, enfim ver Cavaleiro das Trevas (não, não gosto de colocar o "Batman" na frente) foi uma mistura de alívio, satisfação e um monte de outras coisas.

Uma das coisas que eu mais valorizo na sétima arte é a experiência, independente de que filme se trata. E o que o filme proporcionou às pessoas na sala de cinema, com a tela grande e um sistema de som potente, foi um baita envolvimento. Me lembro de diversas cenas em que eu me vi me movendo na cadeira e reagindo como se a projeção estivesse ocorrendo de verdade na minha frente. No final, quando os créditos começaram, eu aplaudi com os olhos marejados e tive uma puta sensação de alívio. Mas será que, um ano depois, TDK (ou CdT) continua tão memorável como no ano passado?

De fato, assistir um filme em casa não é a mesma coisa, mas isso não anula uma penca de qualidades: sim, eu continuo achando que o pessoal do elenco do Batman Begins tá bem mais à vontade e que todos que ingressaram nesse filme tiveram um puta desempenho. Falar bem do Heath Ledger é chover no molhado. O trabalho do Hans Zimmer e James Newton Howard na trilha sonora proporcionou algo tão angustiante, pertubador e épico ao mesmo tempo que resultou na transmissão de um clima fantástico e ao mesmo tempo condizente com o nosso tempo. Para não ficar só falando bem de tudo, a voz do Christian Bale como Batman me incomoda um pouco. No Begins, isso não aconteceu, talvez porque houveram menos falas. Mas, quando o Batman começa a falar mais de uma frase por vez, incomoda um pouco. Seria legal que na próxima vez ele dê uma maneirada na rouquidão. O "cavalo de pau" que o batpod dá na cena da perseguição, um puta efeito especial tosco, também não desceu até hoje.

Existem coisas que ainda me emocionam: A edição da sequência que o Gordon vai atrás do Comissário Loeb e o Coringa invade a festa e a cena em que Harvey Dent tenta tirar uma confissão do "guarda", usando a moeda, por exemplo. Mas existem três sequências que me "destroem": o encontro do Gordon, Batman e Dent no topo do prédio, tirado diretamente de "O Longo Dia das Bruxas". Na hq, essa é uma das sequências que eu mais gosto e eu sonhava em vê-la numa telona. Quando vi a primeira imagem do Dent do lado do batsinal, eu já imaginei que o filme valeria muito mais a pena por causa dessa sequência. Quando o Coringa "despenca" e o Batman o resgata, eu associei diretamente com o fim do Coringa em "Batman". Pra mim, isso foi uma indireta diretíssima ao filme do Tim Burton. Nada contra ele, mas eu gosto da ideia de ser uma indireta :D .

E certamente a minha preferida, junto com outras pessoas, é o final. Pode ser piegas pra muita gente, mas o fato do desfecho ser completamente de tudo que já foi feito em filmes de super heróis me comove muito até hoje. Para mim, é o desfecho perfeito que a franquia poderia ter porque dá idéia de continuidade e de muito que o Batman representa nas HQs. De emocionar qualquer fã do personagem.

Particularmente, não sei se quero ver um terceiro filme. Existem personagens do batuniverso que eu adoraria ver nas telonas, mas não sei se valeria o risco. Para mim, a continuação perfeita é uma história que já foi escrita e que muita gente em assistir no cinema: é Cavaleiro das Trevas do Frank Miller, com o salto temporal, sangue e violência que a obra tem.

Além da franquia Batman, um dos grandes trunfos de TDK é mostrar que obscuridade também pode ser aceita pelo grande público e que blockbusters não precisam ser extremamente previsíveis. Clichês existem e todo mundo conhece, mas surpreender o público renova a admiração com o cinema. E isso é bom para todo mundo.



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