terça-feira, 5 de agosto de 2008

Alegoria política?


"A maior alegoria política de 2008". É assim que, aplaudindo de pé, o bonequinho do Globo se refere a Batman - O Cavaleiro das Trevas. Não que eu leve em consideração as ações do bonequinho. Eu já cansei de discordar dele. Ele assistiu sentado a filmes que eu aplaudiria de pé em cima da cadeira e assoviando como "O Grande Truque" e "Wall-E" e aplaudiu de pé filmes "nhé" como Superman - O Retorno. Mas, uma coisa que sempre me chama a atenção na imprensa especializada é procurar ligações entre os filmes norte-americanos do verão e a situação política dos EUA. Já vi isso acontecer com Tróia, 300, X-Men 3 e por aí vai. Com Cavaleiro das Trevas não foi diferente.

O jornal se refere a Gotham como "refém das tradições". Depois de ver o filme pela segunda vez (e de lacrimejar novamente na mesma parte), não acho que refém é a palavra certa. Eu diria que as pessoas simplesmente não vêm além das ambições tidas como normais, que são poder, dinheiro e essas coisas. Alguém que impõe o terror sem esses objetivos, como é o caso do Coringa de Heath Ledger, é algo novo, mesmo que já tenha aparecido há quase 70 anos, lá em Batman #1. A questão é que hoje, esse tipo de pensamento se relaciona muito mais com o terrorismo, Bin Laden, Al Qaeda, especialmente após o 11 de setembro.
Uma outra relação que pode ser feita diretamente, dessa vez dentro das hqs, é com o V, de V de Vingança. Porém, existe uma diferença crucial aí: V tem planos milimetricamente traçados e objetivo, enquanto o Coringa é um cachorro seguindo carros, não sabe o que fará quando alcançar o objetivo.

Levando em consideração que a atmosfera de TDK é a mais real possível, é impossível não fazer ligações com o mundo real. Mas dar nome aos bois é algo extremamente complicado.

That' all folks!
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